O diagnóstico da catarata é feito durante uma consulta oftalmológica completa. O médico avalia os sintomas, mede a acuidade visual e examina o cristalino com a lâmpada de fenda para verificar se essa lente natural do olho perdeu a transparência.
Na maioria dos casos, a catarata pode ser identificada no próprio consultório. Entretanto, exames complementares podem ser solicitados para avaliar a córnea, a retina e o nervo óptico. Quando existe indicação para a cirurgia de catarata, uma nova etapa de exames ajuda no planejamento do procedimento e na escolha da lente intraocular.
Quais sintomas levam à investigação da catarata?
A catarata acontece quando o cristalino, uma lente transparente localizada dentro do olho, se torna progressivamente opaco. Essa alteração dificulta a passagem da luz e pode deixar a visão embaçada, com menos contraste e com as cores aparentemente menos vivas.
Entre os sintomas que podem levar à investigação estão:
- visão embaçada ou com aparência de névoa;
- dificuldade para ler ou reconhecer detalhes;
- piora da visão em ambientes pouco iluminados;
- incômodo com faróis durante a noite;
- ofuscamento diante de luzes intensas;
- necessidade de trocar o grau dos óculos frequentemente;
- redução da percepção de contraste e das cores;
- dificuldade visual que permanece mesmo com os óculos atualizados.
Durante a consulta, é importante explicar como essas alterações interferem na rotina. A dificuldade pode aparecer ao dirigir, ler, trabalhar, cozinhar, assistir à televisão ou caminhar em ambientes pouco iluminados.
Os sintomas, porém, não confirmam sozinhos a presença de catarata. Problemas na córnea, doenças da retina, glaucoma e até um grau desatualizado podem provocar manifestações semelhantes. Por isso, o diagnóstico depende do exame oftalmológico.
Como é a consulta para diagnosticar a catarata?
A avaliação começa com uma conversa sobre os sintomas. O oftalmologista procura entender quando as alterações surgiram, se estão progredindo e em quais situações a dificuldade visual é mais evidente.
Também podem ser feitas perguntas sobre:
- diabetes, hipertensão e outras doenças;
- medicamentos de uso contínuo;
- cirurgias ou traumas oculares anteriores;
- histórico familiar de doenças dos olhos;
- uso de óculos ou lentes de contato;
- dificuldade para dirigir à noite;
- atividades profissionais e hábitos visuais;
- impacto da visão na autonomia e na qualidade de vida.
Depois dessa conversa, são realizados os exames oftalmológicos. A sequência pode variar de acordo com os sintomas e com as necessidades de cada paciente, mas algumas etapas são frequentes.
Medição da acuidade visual
A acuidade visual indica o quanto cada olho consegue enxergar. O paciente observa uma tabela com letras, números ou símbolos de tamanhos diferentes, primeiro com um olho e depois com o outro.
O exame é simples e não provoca dor. Ele mostra se existe perda de visão, mas não determina sozinho sua causa. O resultado precisa ser analisado juntamente com os demais testes.
Avaliação do grau dos óculos
O médico verifica se a dificuldade visual pode ser corrigida com uma nova prescrição de óculos. Diferentes lentes são colocadas diante dos olhos, e o paciente informa com qual delas consegue enxergar melhor.
Essa etapa é importante porque a visão embaçada pode estar relacionada apenas a um grau desatualizado. Quando nem mesmo a melhor correção proporciona nitidez satisfatória, é necessário investigar alterações no cristalino, na córnea, na retina ou em outras estruturas.
A própria catarata pode modificar o grau. Por isso, algumas pessoas começam a trocar os óculos com frequência, mas continuam insatisfeitas com a qualidade da visão.
Medição da pressão intraocular
A tonometria mede a pressão dentro dos olhos e ajuda a identificar alterações que mereçam investigação, especialmente em relação ao glaucoma.
Dependendo do equipamento, pode ser utilizado um pequeno jato de ar ou um aparelho que toca delicadamente a superfície ocular. Quando existe contato com o olho, uma gota de anestésico pode ser aplicada para evitar desconforto.
A pressão intraocular não confirma a catarata, mas integra a avaliação geral da saúde dos olhos.
Exame na lâmpada de fenda
A lâmpada de fenda é um microscópio utilizado para examinar detalhadamente as estruturas oculares. O paciente apoia o queixo e a testa no aparelho enquanto o médico direciona um feixe de luz para cada olho.
A luz pode parecer intensa, mas o exame é rápido e normalmente indolor. O paciente precisa apenas olhar para os pontos indicados e piscar quando for solicitado.
É nessa etapa que o oftalmologista consegue observar o cristalino e identificar a localização, o tipo e a intensidade da opacidade. Também são examinadas estruturas como córnea, íris e superfície ocular.
Nem toda catarata evolui da mesma maneira. A opacidade pode predominar no centro, na parte posterior ou nas camadas mais externas do cristalino. Essa localização ajuda a explicar por que os sintomas variam entre os pacientes.
Dilatação da pupila e fundo do olho
Em muitos casos, são aplicados colírios para dilatar as pupilas. A dilatação permite visualizar melhor o cristalino e estruturas localizadas no fundo do olho, como a retina e o nervo óptico.
Os colírios podem provocar ardência leve no momento da aplicação. Depois, é comum apresentar maior sensibilidade à luz e dificuldade temporária para enxergar de perto. Esses efeitos podem permanecer por algumas horas.
Levar óculos escuros pode proporcionar mais conforto após a consulta. Também pode ser recomendável organizar o retorno para casa sem dirigir, especialmente quando o paciente já apresenta uma redução visual importante.
O exame do fundo do olho ajuda a verificar se a dificuldade é explicada apenas pela catarata ou se existe outra condição associada. Alterações na mácula, na retina ou no nervo óptico podem influenciar a qualidade da visão e as expectativas relacionadas ao tratamento.
Quanto tempo leva o diagnóstico da catarata?
O tempo da avaliação depende dos sintomas, da necessidade de dilatar as pupilas e dos exames realizados. Na maioria das vezes, o diagnóstico clínico pode ser concluído no próprio dia.
Quando há dilatação, é necessário aguardar alguns minutos para que o colírio faça efeito. Exames complementares também podem ser realizados em outra data, dependendo da indicação médica e da estrutura do serviço.
Mais do que simplesmente encontrar uma opacidade no cristalino, a avaliação deve esclarecer três questões:
- Existe catarata?
- A catarata é a principal responsável pela dificuldade visual?
- A perda de visão já justifica considerar o tratamento cirúrgico?
Essas respostas são importantes porque a presença da catarata, isoladamente, não determina o momento da cirurgia.
Quais exames podem ser solicitados após o diagnóstico?
Alguns exames complementares são indicados para investigar outras possíveis causas de perda visual. Outros fazem parte do planejamento cirúrgico quando a catarata já foi confirmada e o procedimento está sendo considerado.
Nem todos os pacientes precisam realizar todos os exames. A seleção depende do que foi observado na consulta.
Biometria ocular
A biometria mede estruturas internas do olho, incluindo seu comprimento. Os dados são utilizados no cálculo da lente intraocular que será implantada durante a cirurgia.
O paciente olha para um ponto luminoso enquanto o equipamento realiza as medições. Em aparelhos mais modernos, o exame é feito sem contato direto com o olho.
Topografia ou tomografia da córnea
Esse exame analisa o formato e a curvatura da córnea. Ele ajuda a identificar irregularidades e a medir o astigmatismo corneano, informações que podem influenciar o planejamento cirúrgico e a escolha da lente intraocular.
Microscopia especular da córnea
A microscopia especular avalia as células do endotélio, camada localizada na parte interna da córnea. Essas células ajudam a preservar sua transparência e precisam ser avaliadas antes da cirurgia, especialmente quando existem alterações corneanas.
Mapeamento de retina
O mapeamento permite examinar a retina de maneira mais ampla. Ele ajuda a identificar doenças que também podem prejudicar a visão ou limitar a qualidade visual esperada após a retirada da catarata.
O exame geralmente é realizado com as pupilas dilatadas. A iluminação pode provocar ofuscamento momentâneo, mas a avaliação costuma ser bem tolerada.
Tomografia de coerência óptica
A tomografia de coerência óptica, também chamada de OCT, produz imagens detalhadas das camadas da retina e do nervo óptico.
O exame pode ser solicitado quando há suspeita de alterações na mácula, glaucoma ou outras condições que não foram totalmente esclarecidas durante a avaliação clínica.
Ultrassom ocular
Quando a catarata está muito avançada e impede a visualização do fundo do olho, o ultrassom pode ajudar a examinar as estruturas internas que ficaram encobertas pela opacidade do cristalino.
O diagnóstico significa que é preciso operar imediatamente?
Não necessariamente. A existência da catarata não determina, por si só, o momento da cirurgia.
A indicação costuma ser considerada quando a perda visual interfere na rotina, na segurança ou na autonomia do paciente. A cirurgia também pode ser avaliada quando a opacidade dificulta o acompanhamento ou o tratamento de outra doença ocular.
Uma pessoa que dirige à noite, por exemplo, pode ser bastante afetada pelo ofuscamento, mesmo que ainda consiga ler parte da tabela de visão. Outra pode apresentar catarata no exame, mas continuar realizando suas atividades com independência e conforto.
Quando o impacto ainda é pequeno, o oftalmologista pode recomendar acompanhamento periódico, atualização dos óculos e adaptações na rotina. Melhorar a iluminação e reduzir a direção noturna podem ajudar temporariamente, mas não eliminam a catarata.
Não existem colírios, exercícios ou medicamentos capazes de reverter a opacidade do cristalino. Quando há indicação de tratamento, a alternativa disponível é a cirurgia, na qual o cristalino opaco é removido e substituído por uma lente intraocular.
O que acontece depois que a catarata é confirmada?
Depois da confirmação, o médico avalia quanto a catarata contribui para os sintomas e se já é o momento de discutir o tratamento cirúrgico.
Quando a cirurgia é considerada, começa a etapa de planejamento. O oftalmologista analisa os exames, avalia as características dos olhos e conversa com o paciente sobre suas necessidades visuais.
Nesse momento, algumas perguntas podem ajudar:
- A catarata é a principal causa da minha perda visual?
- Existe alguma alteração na córnea, na retina ou no nervo óptico?
- Já há indicação para operar ou posso acompanhar?
- O que pode acontecer se eu aguardar?
- Qual lente intraocular pode ser considerada?
- Ainda poderei precisar de óculos depois da cirurgia?
- Como funcionam o procedimento e a recuperação?
A escolha da lente intraocular não considera apenas o grau. Atividades profissionais, hábito de dirigir, uso de computador, necessidade de visão de perto, características da córnea e saúde da retina também fazem parte do planejamento.
Após essa avaliação, a equipe pode orientar sobre os exames clínicos, os cuidados anteriores ao procedimento, o uso de medicamentos e as etapas da cirurgia. Para entender melhor esse processo, acesse a página sobre cirurgia de catarata em São Paulo.
Quando procurar uma avaliação oftalmológica?
A avaliação é recomendada quando a visão embaçada começa a interferir na leitura, na direção, no trabalho ou em atividades que antes eram realizadas com facilidade. Ofuscamento frequente, dificuldade noturna e trocas repetidas do grau dos óculos também merecem investigação.
Alguns sintomas, porém, não devem ser atribuídos automaticamente à catarata. Perda repentina da visão, dor ocular intensa, flashes luminosos, aumento súbito de pontos escuros ou sensação de cortina no campo visual exigem avaliação médica rápida, pois podem estar relacionados a outras alterações oculares.
O diagnóstico correto permite identificar a origem da perda visual, avaliar a saúde das diferentes estruturas dos olhos e definir se o melhor caminho é acompanhar a catarata ou iniciar o planejamento cirúrgico.
Agende sua avaliação
Percebeu piora da visão, maior sensibilidade à luz ou dificuldade para realizar atividades que antes eram simples? Uma consulta oftalmológica pode esclarecer se os sintomas estão relacionados à catarata ou a outra condição ocular.
Agende uma avaliação com o Dr. Rodrigo Dalto para examinar a saúde dos seus olhos e receber orientações individualizadas sobre acompanhamento e tratamento.
Dr. Rodrigo Faeda Dalto | Oftalmologista | CRM-SP 144436 | RQE 56850

