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Cirurgia Refrativa SMILE: o que ela tem de diferente da LASIK

A cirurgia refrativa SMILE (Small Incision Lenticule Extraction) é considerada uma das técnicas mais inovadoras no tratamento de erros de refração. Essa técnica foi desenvolvida para oferecer maior segurança e recuperação rápida, conquistando espaço ao lado de métodos já consagrados como o LASIK e o PRK.

Mas afinal, quais as diferenças entre o SMILE e o LASIK? Essa é uma dúvida muito recorrente nos consultórios oftalmológicos, já que ambas as técnicas utilizam laser para remodelar a córnea.

Como funciona a técnica SMILE

O SMILE é uma técnica de cirurgia refrativa que utiliza um laser de femtosegundo para criar uma fina camada de tecido dentro da córnea, chamada lentícula. Essa lentícula é retirada por uma pequena abertura de cerca de 2 mm, o que muda o formato da córnea e corrige o grau.

Diferente do LASIK, o SMILE não precisa da criação de um flap (uma aba corneana). Com isso, evita complicações ligadas a esse corte e preserva mais a superfície da córnea.

O procedimento é rápido, feito apenas com anestesia em colírio e, em geral, é indolor. A visão melhora em poucos dias, embora em alguns pacientes a recuperação inicial possa ser um pouco mais lenta.

Estudos mostram que o SMILE pode causar um impacto menor nos nervos da córnea, o que reduz a chance de olho seco prolongado. Já quanto à estabilidade da córnea, os resultados entre SMILE e LASIK costumam ser bastante semelhantes.

Diferenças entre o SMILE e o LASIK

Apesar de ambos os procedimentos terem o mesmo objetivo — corrigir erros de refração como astigmatismo e miopia —, a forma de atuação é diferente. Enquanto o LASIK cria um flap para remodelar a camada interna da córnea, o SMILE atua através de uma pequena incisão, sem necessidade de levantar tecido.

Essa diferença traz impactos práticos para o paciente, como:

  • Olho seco: o risco de desenvolver olho seco é menor no SMILE, pois menos nervos da superfície são afetados.
  • Trauma ocular: no SMILE não existem riscos de complicações no flap, algo que pode acontecer no LASIK.
  • Recuperação visual: a visão costuma se estabilizar mais rápido no LASIK, enquanto no SMILE a adaptação pode levar alguns dias a mais.

Além disso, o SMILE apresenta limitações em relação aos graus que pode corrigir. Atualmente, a técnica costuma ser indicada para tratamento de miopia de até -10,00 dioptrias e astigmatismo de até 5,00, mas ainda não é a escolha mais comum para tratar a hipermetropia, que encontra melhores resultados com o LASIK.

Indicações do SMILE

O SMILE é uma alternativa interessante para pacientes que buscam maior segurança em relação à estabilidade corneana e menor risco de olho seco após a cirurgia. As indicações incluem:

  • Pacientes com miopia moderada a alta
  • Astigmatismo associado
  • Pessoas com tendência a olho seco
  • Profissionais ou atletas de contato

Ainda que seja uma técnica bastante promissora, o SMILE não é indicado para todos os casos. Pacientes com córneas muito finas, doenças corneanas como ceratocone ou graus que fogem da faixa de segurança mencionada precisam ser avaliados para alternativas mais adequadas, como o PRK ou até mesmo implantes intraoculares.

Outro aspecto relevante é que a estabilidade do grau continua sendo pré-requisito para todas as técnicas. O paciente deve ter pelo menos um ano de estabilidade refracional antes de considerar a cirurgia.

Recuperação e resultados esperados

O período de recuperação do SMILE costuma ser tranquilo, embora um pouco diferente em comparação ao LASIK. Como não há criação de flap, a cicatrização é mais rápida em termos estruturais, mas a visão pode levar alguns dias a mais para atingir a nitidez.

É comum que, nos primeiros dias, o paciente relate leve desconforto, visão embaçada ou maior sensibilidade à luz. Com o uso correto dos colírios prescritos e seguindo as recomendações médicas, esses sintomas tendem a desaparecer gradualmente.

O SMILE oferece eficácia semelhante ao LASIK, com altos índices de satisfação e independência de óculos. A visão costuma se estabilizar em até duas a três semanas, enquanto no LASIK, muitas vezes, o paciente já enxerga bem no dia seguinte.

A escolha entre SMILE ou LASIK vai depender da análise individualizada realizada pelo médico. O LASIK é a técnica mais difundida, com recuperação visual mais rápida e ampla experiência clínica acumulada. Já o SMILE, por ser menos invasivo e preservar melhor a estrutura corneana, pode ser mais indicado para casos específicos.

Conclusão

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