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Cirurgia refrativa: quem pode fazer?

cirurgia refrativa

A cirurgia refrativa é um procedimento oftalmológico com o objetivo de corrigir erros de refração, como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia. Cada vez mais comum, essa cirurgia permite que os pacientes reduzam ou até mesmo deixem de usar óculos ou lentes de contato. Entretanto, embora seja uma cirurgia segura e eficaz, ela não é indicada para todos. Por essa razão, é necessário compreender quem pode ou não se submeter a esse procedimento.

Antes de qualquer cirurgia oftalmológica, é necessário contar com a avaliação minuciosa de um médico especialista.

O que é a cirurgia refrativa e como ela funciona

A cirurgia refrativa tem como objetivo remodelar a córnea, estrutura transparente localizada na parte frontal do olho. Com a utilização de laser, o cirurgião altera a curvatura da córnea para permitir que a luz consiga focar corretamente na retina, corrigindo assim o problema de visão. Existem diversas técnicas para isso, sendo as mais conhecidas o LASIK (Laser-Assisted In Situ Keratomileusis), o PRK (Ceratectomia Fotorrefrativa) e o SMILE (Small Incision Lenticule Extraction).

Cada técnica tem indicações específicas, e a escolha do procedimento vai depender de diversos fatores como grau do erro refrativo, espessura da córnea e estilo de vida do paciente. Por esse motivo, realizar um exame pré-operatório com um profissional de confiança é tão importante: ele define a técnica mais segura e eficaz para cada caso.

O procedimento é feito com anestesia local em forma de colírio, e a recuperação costuma ser bem rápida, especialmente nas técnicas mais modernas. Geralmente, o paciente pode voltar às atividades cotidianas em poucos dias, respeitando as orientações médicas.

A cirurgia refrativa é considerada bastante segura e com grandes índices de satisfação, mas, como todo procedimento cirúrgico, envolve riscos e precisa ser indicada com critério.

Indicações da cirurgia refrativa

Nem todas as pessoas que utilizam óculos ou lentes de contato podem se submeter a essa cirurgia. Existem critérios bem definidos que determinam quem é um bom candidato. A idade mínima, por exemplo, é um dos fatores mais importantes: o paciente deve ter pelo menos 21 anos, e o grau de refração precisa estar estabilizado por pelo menos um ano.

A espessura da córnea é outro ponto fundamental. Pacientes com córneas muito finas podem não ter tecido suficiente para suportar o laser, o que inviabiliza o procedimento. Exames como a paquimetria e a topografia corneana ajudam a avaliar essa característica.

A presença de doenças oculares também deve ser considerada. Pacientes com ceratocone, glaucoma ou catarata não são bons candidatos à cirurgia refrativa, já que esses quadros comprometem a segurança do procedimento. Além disso, a saúde do olho deve ser preservada, sem sinais de inflamação, infecção ou olho seco grave.

Em geral, a cirurgia é indicada para miopia de até -10 graus, hipermetropia de até +5 graus e astigmatismo de até 5 graus.

Quem não pode fazer a cirurgia refrativa

Além de contraindicações clínicas específicas, há perfis de pacientes para os quais a cirurgia não é recomendada. Isso não significa que é um diagnóstico definitivo e que eles nunca poderão realizar o procedimento, mas que será necessário um acompanhamento e, muitas vezes, buscar outra alternativa de correção visual.

Pacientes que apresentam doenças oculares progressivas têm maior risco de complicações com a cirurgia, como é o caso do ceratocone. Nesse caso, o afinamento e a deformação da córnea já presentes podem se agravar com a aplicação do laser e comprometer ainda mais a qualidade da visão.

Gestantes também não podem realizar o procedimento. As alterações hormonais desse período podem interferir na estabilidade do grau e no processo de cicatrização, tornando a cirurgia imprevisível. O ideal é esperar pelo menos seis meses após o término da amamentação para uma nova avaliação oftalmológica.

Já os pacientes com doenças autoimunes ou uso crônico de medicamentos imunossupressores são um grupo que exige cautela. Essas condições prejudicam a cicatrização e favorecem a incidência de inflamações ou rejeições corneanas.

É importante lembrar que, embora seja um procedimento eficaz, existem casos, muito específicos, onde pode ser que ainda haja a necessidade da utilização de óculos. Porém, mesmo nestes casos, existe uma melhora na qualidade de vida, pois há um ganho substancial na melhora da visão. 

Avaliação pré-operatória: o que é analisado

Para indicar a cirurgia, realizo uma avaliação completa e criteriosa: analiso espessura e curvatura da córnea, tipo e estabilidade do grau, qualidade da lágrima, histórico pessoal e familiar, além do seu estilo de vida, prática de esportes e profissão.

A análise técnica é indispensável. Mas por trás de cada olho, existe alguém com rotina, expectativas e história. É essa pessoa — e não apenas os exames — que orienta nossa escolha.

Pós-operatório e resultados esperados

Após a cirurgia refrativa, o paciente pode apresentar leve desconforto nos olhos, sensibilidade à luz e sensação de areia, principalmente nos primeiros dois dias. Esses sintomas são bastante comuns e desaparecem com o uso dos colírios indicados e com o repouso adequado.

O tempo de recuperação vai depender da técnica utilizada. Na técnica do LASIK, por exemplo, a recuperação visual costuma ser mais rápida, com uma melhora significativa já nas primeiras 24 horas. Já no caso do PRK, o tempo é um pouco maior, podendo levar alguns dias para a visão estabilizar.

Durante o primeiro mês após a cirurgia, é importante evitar coçar os olhos, usar maquiagem, frequentar piscinas ou se expor a ambientes com muita poeira. O acompanhamento com o médico responsável é fundamental para garantir que a cicatrização ocorra sem complicações.

A maioria dos pacientes atinge excelente acuidade visual sem óculos ou lentes, embora, em alguns casos, ainda seja necessário o uso de correção para leitura ou visão noturna.

A cirurgia refrativa é uma opção moderna, segura e eficaz para quem deseja se livrar dos óculos ou lentes. Contudo, é necessário uma avaliação criteriosa para garantir os melhores resultados.

Quer saber se você é um bom candidato à cirurgia refrativa? Agende sua avaliação e descubra a melhor opção para o seu caso.

Olá!

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